THE DELAGOA BAY WORLD

13/02/2018

MACHIMBOMBO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

 

 

O machimbombo estacionado na parte Norte da Praça Mac-Mahon, em frente ao Nº1 da Avenida General Machado. Trata-se do 7, que fazia a ligação entre a Praça Mac-Mahon e o Xipamanine. Um pequeno detalhe psico-cultural ilustrado pela publicidade pintada no machimbombo: em Moçambique não havia frigoríficos. Havia “geleiras”.

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21/01/2018

RUY ROQUE GAMEIRO, ESCULTOR DE MONUMENTO EM LOURENÇO MARQUES

Filed under: LM Praça Mac-Mahon, Ruy Roque Gameiro escultor — ABM @ 19:34

A estátua desenhada por Ruy Roque Gameiro, um escultor português.

Ruy Roque Gameiro concebeu a estátua que constitui ainda hoje o monumento a todos os que faleceram em Moçambique durante a I Guerra Mundial quando ainda tinha cerca de 25 anos de idade. Nascido em 1906, faleceria prematuramente, num acidente de viação, com 29 anos, em 18 de Agosto de 1935.

Para consultar um esboço biográfico deste notável artista, ler aqui.

A estátua, enquadrada na então já chamada Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques, directamente em frente à estação ferroviária da Cidade.

 

Ruy Roque Gameiro, aqui nos anos 30.

 

Roque Gameiro junto de um dos seus trabalhos.

 

A obra de Roque Gameiro, pouco antes de ser enviada para Moçambique. Foi inaugurada em Lourenço Marques no dia 11 de Novembro de 1935, 17 anos exactamente após a assinatura do Armistício que pôs fim ao terrível conflito e quase três meses após o falecimento do artista.

 

Cito, com alguma edição, do artigo de Joana Leitão Barros: “Em 1931, Roque Gameiro cria dois monumentos aos mortos da Primeira Guerra Mundial, um para Abrantes e o outro para a Cidade de Lourenço Marques. O trabalho de Abrantes é o primeiro da escultura portuguesa a ser fundido em cimento. “A ele se devem, em parte (…) os primeiros arrojos, as primeiras oposições à estátua de «pirueta», de rendilhado (…) assim como a cenografia de apoteose plástica género «mágica», — e o seu primeiro trabalho nesse sentido foi o sólido, o arrogante e sentidamente nacional monumento aos mortos da Grande Guerra, em Abrantes (…)”, afirma, em 1946, José Amaro Júnior. A escultura de Lourenço Marques, projectada em colaboração com o arquiteto Veloso Reis, foi exposta na Avenida da Liberdade, em Lisboa, em 1934, e entregue à capital moçambicana no ano seguinte.”

14/09/2017

A ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 20

 

A fachada da estação ferroviária de Lourenço Marques. Ao fundo do lado direito pode-se observar a fachada da fábrica Victoria Cold & Storage, de Cretikos.

15/08/2017

A DECISÃO DE MAC-MAHON E O SUL DE MOÇAMBIQUE, 24 DE JULHO DE 1875

A Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques, cerca de 1940. Ao fundo, a estação ferroviária.

 

Em baixo, em língua inglesa, o texto completo da decisão francesa, dada a conhecer a 24 de Julho de 1875, quanto à posse dos territórios em redor e a Sul de Lourenço Marques (actualmente, Maputo). A disputa originou numa pretensão britânica de ficar com esses territórios, seguindo a sua política de criar uma zona-tampão para conter as repúblicas Boer numa espécie de cintura de ferro britânica. Só que Portugal argumentava que já estava lá há séculos, o que valia o que valia mas na jurisprudência de então, e até 1886, era o que valia mais. Numa acção de charme que lhe veio a custar, a Grã-Bretanha aceitou submeter a disputa a arbitragem por terceiros, tendo sido acordado que a decisão seria tomada pelo governo da França, a que, quase circunstancialmente, Mahon presidia. Na altura, foi uma vitória significativa da diplomacia portuguesa em relação à Grã-Bretanha, mas também um presente envenenado, na medida em que resultou num endurecimento da postura daquele país em relação ao futuro – como veio a acontecer em Janeiro de 1890.

Na tradição colonial de então, o episódio foi celebrado até ao Século XX, desde a denominação da praça onde se veio a edificar a estação dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques com o nome de Mac-Mahon (anteriormente Praça Azeredo, um importante autarca da pequena cidade colonial, e que a Frelimo alterou para Praça dos Trabalhadores, a designação presente), até à designação do feriado municipal, que era a 24 de Julho e não a 10 de Novembro, data da elevação de Lourenço Marques ao estatuto de cidade, à alteração da maior avenida da Cidade de Francisco Costa para Avenida 24 de Julho (sorrateiramente, a Frelimo manteve o nome, agora referindo-se à data de algumas nacionalizações efectuadas em 1976) e, finalmente, à designação de uma das duas marcas de cervejas mais conhecidas de Moçambique – a 2M (de “Mac-Mahon”. A outra é a Laurentina) e que sobreviveu a quase meio século de demolição deliberada do património colonial herdado.

Verdadeiramente, Mac-Mahon ficaria surpreendido se alguém lhe tivesse dito que, num obscuro recanto de África, o seu nome alguma vez seria recordado.

 

 

27/10/2013

A PRAÇA MAC-MAHON EM LOURENÇO MARQUES, FINAL DOS ANOS 1930

 

 

A Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques no final dos anos 30.

A Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques no final dos anos 30.

26/10/2013

A ZONA FERRO-PORTUÁRIA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: LM Cais - Porto, LM Praça Mac-Mahon — ABM @ 22:36

 

 

A zona

A zona ferro-portuária de Lourenço Marques, foto aérea tirada a partir de cima da Estação Ferroviária. Mesmo em frente vê-se o pequeno edifício duplo com os geradores de electricidade do complexo portuário. À direita o Cais Gorjão.  À esquerda pode-se ver uma parte da Praça Mac-Mahon (actualmente Praça dos Trabalhadores).

17/06/2013

FACHADA DA ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 20 DO SÉC. XX

Filed under: LM Estação CFLM, LM Praça Mac-Mahon — ABM @ 01:50

Grato à Isabel Sena.

 

Fachada da Estação Ferroviária de Lourenço Marques.

Fachada da Estação Ferroviária de Lourenço Marques – às dez para o meio-dia. Então a Praça em frente chamava-se Azeredo, depois mudou o nome para Praça Mac-Mahon, e agora chama-se Praça dos Trabalhadores.

09/09/2012

A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LOURENÇO MARQUES E A FÁBRICA DE GÊLO DE CRETIKOS, INÍCIO DO SÉCULO XX

A estação ferroviária de Lourenço Marques e a Praça Mac-Mahon. Ao fundo, a firma de Cretikos a Victoria Cold Storage and Ice Factory.

18/06/2012

A PRAÇA MAC-MAHON EM LOURENÇO MARQUES, 1949

Fotografia da colecção de José Godinho, tirada pelo seu pai, João Godinho, restaurada.

Para ver esta fotografia em tamanho muito maior, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

A Praça Mac-Mahon, 1949.

19/02/2012

VISTA AÉREA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Vista aérea da cidade de Lourenço Marques.

27/12/2011

PRAÇA MAC-MAHON E ENTRADA PARA A RUA CONSIGLIERI PEDROSO, ANOS 1960

Foto do IICT, restaurada.

Canto da Praça Mac-Mahon e entrada para a Rua Consiglieri Pedroso. À esquerda, uma das obras de arte do Arquitecto Pancho Guedes.

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