THE DELAGOA BAY WORLD

15/08/2017

A DECISÃO DE MAC-MAHON E O SUL DE MOÇAMBIQUE, 24 DE JULHO DE 1875

A Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques, cerca de 1940. Ao fundo, a estação ferroviária.

 

Em baixo, em língua inglesa, o texto completo da decisão francesa, dada a conhecer a 24 de Julho de 1875, quanto à posse dos territórios em redor e a Sul de Lourenço Marques (actualmente, Maputo). A disputa originou numa pretensão britânica de ficar com esses territórios, seguindo a sua política de criar uma zona-tampão para conter as repúblicas Boer numa espécie de cintura de ferro britânica. Só que Portugal argumentava que já estava lá há séculos, o que valia o que valia mas na jurisprudência de então, e até 1886, era o que valia mais. Numa acção de charme que lhe veio a custar, a Grã-Bretanha aceitou submeter a disputa a arbitragem por terceiros, tendo sido acordado que a decisão seria tomada pelo governo da França, a que, quase circunstancialmente, Mahon presidia. Na altura, foi uma vitória significativa da diplomacia portuguesa em relação à Grã-Bretanha, mas também um presente envenenado, na medida em que resultou num endurecimento da postura daquele país em relação ao futuro – como veio a acontecer em Janeiro de 1890.

Na tradição colonial de então, o episódio foi celebrado até ao Século XX, desde a denominação da praça onde se veio a edificar a estação dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques com o nome de Mac-Mahon (anteriormente Praça Azeredo, um importante autarca da pequena cidade colonial, e que a Frelimo alterou para Praça dos Trabalhadores, a designação presente), até à designação do feriado municipal, que era a 24 de Julho e não a 10 de Novembro, data da elevação de Lourenço Marques ao estatuto de cidade, à alteração da maior avenida da Cidade de Francisco Costa para Avenida 24 de Julho (sorrateiramente, a Frelimo manteve o nome, agora referindo-se à data de algumas nacionalizações efectuadas em 1976) e, finalmente, à designação de uma das duas marcas de cervejas mais conhecidas de Moçambique – a 2M (de “Mac-Mahon”. A outra é a Laurentina) e que sobreviveu a quase meio século de demolição deliberada do património colonial herdado.

Verdadeiramente, Mac-Mahon ficaria surpreendido se alguém lhe tivesse dito que, num obscuro recanto de África, o seu nome alguma vez seria recordado.

 

 

27/10/2013

A PRAÇA MAC-MAHON EM LOURENÇO MARQUES, FINAL DOS ANOS 1930

 

 

A Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques no final dos anos 30.

A Praça Mac-Mahon em Lourenço Marques no final dos anos 30.

26/10/2013

A ZONA FERRO-PORTUÁRIA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Filed under: LM Cais - Porto, LM Praça Mac-Mahon — ABM @ 22:36

 

 

A zona

A zona ferro-portuária de Lourenço Marques, foto aérea tirada a partir de cima da Estação Ferroviária. Mesmo em frente vê-se o pequeno edifício duplo com os geradores de electricidade do complexo portuário. À direita o Cais Gorjão.  À esquerda pode-se ver uma parte da Praça Mac-Mahon (actualmente Praça dos Trabalhadores).

17/06/2013

FACHADA DA ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 20 DO SÉC. XX

Filed under: LM Estação CFLM, LM Praça Mac-Mahon — ABM @ 01:50

Grato à Isabel Sena.

 

Fachada da Estação Ferroviária de Lourenço Marques.

Fachada da Estação Ferroviária de Lourenço Marques – às dez para o meio-dia. Então a Praça em frente chamava-se Azeredo, depois mudou o nome para Praça Mac-Mahon, e agora chama-se Praça dos Trabalhadores.

09/09/2012

A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE LOURENÇO MARQUES E A FÁBRICA DE GÊLO DE CRETIKOS, INÍCIO DO SÉCULO XX

A estação ferroviária de Lourenço Marques e a Praça Mac-Mahon. Ao fundo, a firma de Cretikos a Victoria Cold Storage and Ice Factory.

18/06/2012

A PRAÇA MAC-MAHON EM LOURENÇO MARQUES, 1949

Fotografia da colecção de José Godinho, tirada pelo seu pai, João Godinho, restaurada.

Para ver esta fotografia em tamanho muito maior, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

A Praça Mac-Mahon, 1949.

19/02/2012

VISTA AÉREA DE LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

Vista aérea da cidade de Lourenço Marques.

27/12/2011

PRAÇA MAC-MAHON E ENTRADA PARA A RUA CONSIGLIERI PEDROSO, ANOS 1960

Foto do IICT, restaurada.

Canto da Praça Mac-Mahon e entrada para a Rua Consiglieri Pedroso. À esquerda, uma das obras de arte do Arquitecto Pancho Guedes.

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