THE DELAGOA BAY WORLD

06/11/2019

O INFANTÁRIO RAINHA SANTA ISABEL EM VILA CABRAL, 1966

Imagem dos arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, retocada.

 

Vista do Infantário.

O CENTRO SOCIAL PAZ E AMOR EM NAMPULA, 1972

Filed under: Centro Social Paz e Amor Nampula 1972 — ABM @ 21:14

Imagem dos arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, retocada.

 

Um dos edifícios do Centro.

A SEDE DO CENTRO AFRICANO DE MANICA E SOFALA, 1967

Filed under: Centro Africano de Manica e Sofala — ABM @ 21:13

Imagem dos arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, retocada.

 

A sede do Centro Africano de Manica e Sofala, 1967.

24/09/2019

TETE, POR WEXELSEN, INÍCIO DO SÉCULO XX

Filed under: Tete, Tete início do Séc. XX — ABM @ 23:07

Postais de Wexelsen, retocados. Wexelsen era um fotógrafo baseado na Beira, àcerca do qual aguardo o livro do Paulo Azevedo, que as minhas fontes dizem que será publicado ainda em 2019.

 

Uma rua de Tete, início do Século XX. A imagem em baixo foi tirada do edifício que aparece aqui à esquerda.

 

Vista de Tete.

17/09/2019

O BILENE E A ESTRADA DE ACESSO, DÉCADA DE 1960

Filed under: Bilene, Bilene e Estrada de acesso 1960s — ABM @ 23:36

Imagem retocada.

Pouca gente refere que a água doce da zona do Bilene é espectacular.

O Bilene e, à direita, a estrada de acesso à localidade, Década de 1960.

O CAMINHO DE FERRO DO XAI-XAI, INÍCIO DO SÉC.XX

Filed under: Caminho de Ferro do Xai-Xai — ABM @ 20:37

Imagem retocada.

 

Postal de H. Ferreira, mostrando uma locomotiva na linha férrea que passou a ligar Lourenço Marques ao Xai-Xai, início do Século XX. Era de bitola curta, à semelhança da primeira linha entre a Beira e a Rodésia, que foi uma barraca e que obrigou os investidores, logo a seguir, a fazer uma nova linha com bitola mais larga. Provavelmente, foi usado trabalho forçado para a sua construção, uma das peculiaridades (e uma das vergonhas) da era colonial moderna.

 

16/09/2019

A BAIXA DE LOURENÇO MARQUES EM 1933

Imagem retocada.

 

A Baixa de Lourenço Marques em 1933, vista de Poente para Nascente. Em frente, o Bazar, ainda com um belo jardim ao lado. À sua direita a Avenida da República (hoje 25 de Setembro). Ao fundo, a Ponta Vermelha.

O CAMPO DE PRISIONEIROS ALEMÃES EM LOURENÇO MARQUES, 1918

Filed under: Campo de prisioneiros alemães em LM 1918 — ABM @ 23:43

Imagem retocada.

Durante um período na segunda metade da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi montado em Lourenço Marques, num descampado a Norte da zona onde ficava a estação e estaleiros dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, um campo de prisioneiros alemães, presumivelmente capturados em território moçambicano. Findo o conflito e após a sua repatriação, o campo foi desmontado.

 

Desenho indicando como era o campo de prisioneiros do Reich Alemão em Lourenço Marques na segunda metade da Primeira Guerra Mundial. A legenda à direita refere “Lembrança – Acampamento dos 470 prisioneiros alemães em Lourenço Marques, África Oriental Portuguesa”.

 

 

21/08/2019

RECENSEAMENTO POPULACIONAL EM LOURENÇO MARQUES, 1912

Filed under: Recenseamento Populacional em LM 1912 — ABM @ 15:25

Imagem retocada.

 

Recenseamento de Lourenço Marques pela Guarda Cívica de Lourenço Marques, uma unidade de polícia da Cidade de então. Fonte: Ilustração Portuguesa, 1912.

11/08/2019

A CÂMARA MUNICIPAL DE LOURENÇO MARQUES, 1896

Filed under: Câmara Municipal de LM 1897, LM Câmara Municipal — ABM @ 19:13

Imagem retocada.

 

O edifício onde operava a primeira Câmara Municipal de Lourenço Marques 1896, antes de se mudar para o edifício em frente ao Desportivo. Penso que era alugado. Não sei bem onde ficava.

LOJA DE LOIÇAS E BIBELOTS EM MOÇAMBIQUE, INÍCIO DO SÉCULO XX

Postal do fotógrafo António João Simões, primeira década de 1900, provavelmente tirada na Ilha de Moçambique. Não sei muito (mais precisamente: nada) sobre este fotógrafo, que parece ter sido português e parece ter operado na zona da Ilha de Moçambique.

Apresento a imagem de Simões colorida por mim e a versão original.

 

Versão colorida.

 

Versão original.

10/08/2019

CAÇADA NOCTURNA EM GOBA FRONTEIRA, 1923

Filed under: Caçada Nocturna em Goba 1923 — ABM @ 15:01

Imagem retocada.

 

A “caçada” realizada na estrada para Goba Fronteira na noite de Sábado, 10 de Novembro de 1923. Fonte: Iustração Portuguesa, Março de 1924 página 302.

05/08/2019

O LAR DO ESTUDANTE PAPA JOÃO XXIII EM VILA CABRAL, 1966

Imagem dos arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, retocada.

 

Vista do Lar do Estudante.

A SEDE DA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE PORTO AMÉLIA, 1966

Filed under: Sede Assoc Desportiva de Porto Amélia 1966 — ABM @ 01:50

Imagem dos arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, retocada.

 

A primeira fase da Associação Desportiva de Porto Amélia, 1966.

02/08/2019

OS CEMITÉRIOS DE LOURENÇO MARQUES NOS SÉCULOS XIX E XX

Imagens retocadas.

Ao princípio não sei bem como era. Imagino que na região onde hoje se situa a capital de Moçambique, as populações nativas, quase todas oriundas, em tempos quase imemoriais, do Norte, algures na África Central e Ocidental, sepultavam os seus mortos perto dos locais onde viviam, no mato. Eventualmente seguiriam alguma forma de rito.

Mais ao Norte do que é hoje Moçambique, onde havia uma presença muçulmana desde o Século IX, os muçulmanos seguiam o rito prescrito nas suas escrituras.

A partir do Século XVI, começaram a passar por ali alguns europeus, a maioria cristãos, que tinham ritos mais ou menos bem estabelecidos quanto à disposição dos seus mortos. Os poucos portugueses que se estabeleceram principalmente em nichos na na costa oriental africana, para além de praças fortes para conduzirem o seu comércio e, no caso de Moçambique (a Ilha) constituírem uma base logística para suportar as rotas marítimas para outros pontos mais a Norte e a Leste (de que se destaca, claro, Goa, a partir de onde, de facto, eram governados os pontos na costa oriental africana, até meados do Século XVIII) construíram igrejas e conventos – e, presume-se, cemitérios.

Mas quase não conheço nenhum cemitério português em Moçambique que date dos Séculos XVI e XVII. E todos sabemos que os portugueses morriam – e morreram – que nem tordos, em África. Havia a malária, as pestes, as picadas e os ataques dos animais, as feridas resultantes de acidentes e combates que eram quase parte normal do quotidiano. Um ferimento, uma doença, naqueles tempos, era praticamente uma sentença de morte. Donde presumo que eram sepultados em valas comuns nos terrenos, que se perderam com o tempo.

Alguns indivíduos mais importantes, à semelhança do que aconteceu durante algum tempo na Europa, foram sepultados nos átrios das poucas igrejas existentes. Penso que isso aconteceu na Ilha de Moçambique.

Outros, como Vasco da Gama, que morreu em Cochim, então uma praça portuguesa na Índia, foram sepultados temporariamente e depois os seus restos mortais foram levados para Portugal e ali depositados (Vasco da Gama está no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa e é uma atracção turística).

Enquanto urbe permanente ocupada por, maioritariamente, europeus, Lourenço Marques surge tardiamente, praticamente nas primeiras décadas do Século XIX.

Segundo Alfredo Pereira de Lima, citado pela sua filha Cristina, originalmente os que ali morriam eram sepultados mesmo ao lado do Presídio (a actual “fortaleza”), na então recinto da Praça (da Picota, a actual Praça 25 de Junho, anteriormente Praça 7 de Março), naquilo que era, praticamente, uma ilha.

Em 1838, depois de uma expedição Boer que correu mal, um conjunto dos chamados “pioneiros”, liderados por Louis Trechardt (também escrito Trichardt), foram, doentes, presumivelmente com malária, até ao Presídio, onde mais tarde, faleceram. Foram então sepultados num terreno situado bem fora da Povoação, que se veio a tornar no primeiro cemitério de Lourenço Marques: o Cemitério de São Timóteo.

São Timóteo

O local do primeiro cemitério da Cidade ficava situado mais ou menos onde fica o actual Monumento em memória de Louis Trechardt, na Baixa de Maputo, a cerca de um quilómetro a Oeste do Jardim Vasco da Gama (ou Tunduru).

Lourenço Marques mais ou menos em 1890.  Legendas: 1 – Praça da Picota, actualmente a Praça 25 de Junho (anteriormente Praça 7 de Março) onde se sepultavam os primeiros europeus; 2- Cemitério de São Timóteo; A – o Presídio; B- A verde, o pântano que separava a Cidade de terra firme; C- terrenos onde se construiu o futuro Jardim Botânico, hoje o Tunduru; D – A Estrada da Ponta Vermelha; E- à esquerda, o Hospital Civil e Militar que fica onde são hoje as escadas da Sé Catedral, e à direita a Igreja Paroquial, iniciada em 1878 que ficava onde hoje é a sede da Rádio Moçambique; E- A Estrada de Lidemburgo, através da qual se ia para a actual África do Sul.

Cristina Pereira de Lima escreveu o seguinte, tendo por fonte notas e artigos escritos pelo seu Pai, Alfredo Pereira de Lima, e que fazem parte do seu espólio:

“O local onde foram sepultados o pioneiro sul-africano Louis Trichardt e os seus companheiros de jornada de 1838 passou a servir de cemitério – o primeiro da cidade de Lourenço Marques – com o nome de Cemitério de S Timóteo. No Cemitério de S. Timóteo foram sepultados pioneiros dos mais destacados de Lourenço Marques, supondo-se que também o Governador Onofre de Andrade, bem como numerosos ingleses que prestavam serviço na velha Estação do cabo submarino. Foi só a partir de 1882 que se começaram a fazer registos dos enterramentos nesse cemitério e foram entáo colocadas cruzes pintadas de preto identificando os covais. Este local serviu de cemitério até 10 de Novembro de 1886, data em que abriu o segundo cemitério da cidade, o Cemitério S Francisco Xavier, mais acima, na direcção do Alto-Maé. Em 25 de Novembro do ano de 1933, as ossadas dos pioneiros sepultados no Cemitério de São Timóteo foram exumadas e transferidas para um sarcófago próprio no cemitério de S José de Lhanguene.”

A única fotografia que conheço do Cemitério de São Timóteo, datada de 1897. Na década de 1930, este cemitério seria extinto e as ossadas transferidas para um local no Cemitério de São José de Lhanguene. Em 1968, num terreno livre no mesmo local, entre prédios, foi construído o monumeno em memória de Louis Trechardt,

São Francisco Xavier

“O Cemitério de São Francisco Xavier foi o segundo cemitério que teve a Cidade, tendo sido inaugurado oficialmente a 20 de Novembro de 1886. Para além de gerações dos primeiros habitantes europeus da Cidade, muitos pioneiros, colonos e boa parte dos heróis das campanhas de África estão aqui enterrados, como o 1º tenente Filipe dos Santos Nunes, Caldas Xavier e Roque de Aguiar (das campanhas de 1895); o enfermeiro Fernando Poças (expedição a Macequece) ; D. Egas Moniz Coelho, Dr. Bernardino Pina Cabral, Comandante José Cardoso, Comandante. Augusto Cardoso (explorador do Niassa), D. Pedro de Sousa Chichorro etc. O Cemitério foi ampliado pela primeira vez em 1891, tendo sido prolongado no sentido Noedeste e foi encerrado em 20 de Novembro de 1951.”

“O Cemitério de São Francisco Xavier  tem anexados os Cemitérios Parse, Maometano e Judaico, abrange dois quarteirões quase inteiros, delimitados pelas Avenidas Manuel de Arriaga, Paiva Manso, Pinheiro Chagas, Latino Coelho e Dr Joel Serrão e ocupa a área de 60.769 metros quadrados. Muitos pioneiros encontram-se sepultados no Talhão dos Combatentes da Grande Guerra (1914-1918) e há ainda pioneiros sepultados em jazigos de familia.
No cemitério muçulmano estão sepultados muitos pioneiros maometanos, entre os primeiros habitantes da Cidade.”

São José de Lhanguene

“Pouco depois do final da Grande Guerra de 1914-1918 , para acorrer aos enterramentos em massa das muitas centenas de indígenas vitimados pela epidemia pneumónica, foi aberto o Cemitério de São José de Lhanguene. Desde a data da sua instituição até ao dia 20 de Novembro de 1951 este cemitério esteve reservado a nativos indigentes que tinham de ser sepultados em vala comum. A partir desta data a Câmara Municipal viu-se compelida a dotar a cidade com um novo cemitério e foi então alargado o covário de São José de Lhanguene e aberto ao público [tradução: aos brancos] nessa data. A cerimónia de abertura em 1951 revestiu-se de solenidade. Depois do ritual católico de benzimento do campo santo seguiu-se o primeiro enterramento oficial [dum branco]: o da ossada do velho colono Vitor José Milho da Rosa. Este velho colono que residia na Missão de S José de Lhanguene manifestara o desejo de ali ser enterrado, apesar de na altura o cemitério só conter valas comuns, e o seu desejo foi respeitado. A Secção dos Cemitérios da Câmara Municipal exumou os seus ossos [da Missão de São José de Lhanguene] colocou-os numa pequena urna e foi esse o primeiro enterramento oficial no novo Cemitério, dando á sua campa o Número 1.”

O histórico texto de Cristina Pereira de Lima coloca algumas questões:

  1. Obviamente os dois primeiros cemitérios da Cidade eram para brancos (o colonialismo …enfim). Fico sem perceber, onde, até à abertura de S. José de Lhanguene em 1918, a população negra era sepultada;
  2. Destaco a importância da informação em cima sobre a abertura de S. José de Lhanguene: abriu porque, durante 1918 (e até meados de 1919) grassava na zona de Lourenço Marques a pandemia mundial de pneumónica que se estima vitimou 3 a 5% da polução do planeta, entre 50 e 100 milhões de pessoas em todo o mundo, durante quase um ano (também conhecida como gripe espanhola). Até hoje, apesar de procurar e pesquisar há anos, tirando esta informação, nunca encontrei um só texto a falar sobre o que aconteceu em Moçambique durante essa mortífera pandemia. Li uma vez um texto que referia terem morrido na altura centenas de milhares de pessoas na África do Sul. Isto foi uma enorme tragédia e não encontro nada sobre o que aconteceu em Moçambique. Não há um académico caridoso que agarre neste assunto?
  3. O Cemitério de São Francisco Xavier tem importância histórica para a Cidade de Maputo (e para Moçambique) e deve ser preservado de alguma forma. Eu nunca lá entrei mas gostava de visitar um dia.

Fontes

“Obras de Alfredo Pereira de Lima” (FB) texto de Cristina Pereira de Lima dtd 1 de Novembro de 2016.

01/08/2019

AS TAXI GIRLS DE JOANESBURGO – VISTAS DE LOURENÇO MARQUES, 1933

Filed under: Taxi Girls em Joanesburgo 1933 — ABM @ 21:59

Imagem retocada.

Artigo publicado no Ilustrado, de Lourenço Marques, Nº1, de 1 de Abril de 1933, página 7.

Um algo inocente artigo, publicado em Lourenço Marques em 1933, sobre a novidade das Taxi Girls em Joanesburgo. O esquema era simples: um cavalheiro que queria uma dança, comprava um bilhete e escolhia uma das belas jovens, vestidas a rigor, com quem dançava uma vez (uma canção por bilhete). Pouco tempo depois, já as havia nalgumas salas de dança de Lourenço Marques e que se tornariam numa marca da vida boémia da cidade. Consta que algumas das inegáveis beldades, quase todas importadas da África do Sul e da Europa, eventualmente casaram com elegíveis portugueses da Cidade e assim se tornaram parte do seu DNA.

28/07/2019

A MISSÃO DE NOSSA SENHORA DE INHASSUNGE, 1970

Imagem dos arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, retocada.

 

A fachada da Missão.

TOURADA EM QUELIMANE, 1951

Filed under: Tourada em Quelimane 1951 — ABM @ 23:24

Imagem retocada.

 

O pessoal na tourada.

13/07/2019

A ORQUESTRA TÍPICA DO RÁDIO CLUBE DE MOÇAMBIQUE, 3 CANÇÕES, 1974

Gravação, em stereo (!), feita em 1974, de três canções típicas portuguesas, no Rádio Clube de Moçambique, interpretada pela Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique, dirigida por António Gavino. Disponibilizada hoje por Miguel Catarino num sumptuoso canal que ele tem na plataforma Youtube.

Para ver, prima no botão que o leva até à conta do Miguel.

Estas músicas não fazem bem o meu estilo, que na altura era mais Frank Sinatra, jazz e música clássica, mas aqui fica para conhecimento.

Na apresentação desta gravação, o Miguel escreveu o seguinte:

Fundada em 1961 por si, e dirigida pelo próprio até à independência, a Orquestra Típica do Rádio Clube de Moçambique foi a responsável pela divulgação da Música Tradicional Portuguesa em terras de Lourenço Marques, com concertos semanais às sextas-feiras, que eram muito aplaudidos pelo público e pela crítica, que afirmava com um sentimentalismo e saudosismo intoleráveis que: “a figura de Belo Marques é recordada com saudade cada vez que a Orquestra Típica actua”.
Quando na verdade, apesar da presença evidente da referência do dito “principiante”, tal como dizia o próprio sobre si, e tal como foi para o outro lado da vida, imperava com mais força o espírito criativo de António Gavino, responsável de cerca de 1600 orquestrações no Rádio Clube, e que lhe valeu em 1965 o título de Melhor Compositor de 1965 do Festival da Imprensa de Lourenço Marques.
Eis aqui três dessas 1600 orquestrações providenciadas pelo fundador das Orquestras Típicas de Alcobaça, Rio Maior e Santarém (Scalabitana), e que sugiro que me digam como se chamam originalmente, tanto a especialistas como aos meus regulares espectadores.

 

10/07/2019

BANQUETE NO PALÁCIO DA PONTA VERMELHA EM LOURENÇO MARQUES, 1959

Imagem retocada.

 

O jantar num dos salões da residência do Governador-Geral de Moçambique. A ocasião foi a visita a Moçambique do sub-secretário da Educação Nacional português, não sei o seu nome mas era colega dum então mais jovem Baltasar Rebelo de Sousa.

07/07/2019

CARLOS ALBERTO E O VELHO LEÃO NA GORONGOSA, DÉCADA DE 1960

Imagem retocada.

Imagem de Carlos Alberto, o melhor fotógrafo de sempre em Moçambique, tirada no Parque Nacional da Gorongosa, no local que veio a ser conhecido como a Casa dos Leões. Postal nº110, editado pela Agência de Viagens e Turismo. Beira, década de 1960.

A seguir à independência de Moçambique, a região do Parque tornou-se o foco da guerra entre a Frelimo e a Renamo, cuja base ficava situada ali. Durante esses anos, quase todos os animais foram mortos na Gorongosa. Desde há uns anos, a actual administração do Parque tem feitos esforços para restaurar alguma da fauna que ali existiu.

A fotografia de Carlos Alberto. A legenda: “ontem, casa de homens, hoje, de leões”.

06/07/2019

UMA JANELA MOÇAMBICANA EM LISBOA, POR MALUDA

Filed under: Janela de Lisboa Maluda, Maluda - Artista — ABM @ 21:27

Imagem retocada.

Para ler um esboço biográfico de Maluda, uma portuguesa do Império e que tem uma marcada costela cultural moçambicana, e ainda ver a sua fotografia, ver em baixo e aqui.

 

JANELA EM LISBOA.

 

Esboço biográfico de Maluda (fonte: Wikipédia, texto editado por mim)

Maluda, nascida Maria de Lourdes Ribeiro, foi uma pintora portuguesa, que viveu em Lourenço Marques, entre 1948 e 1963, ou seja, entre os 13 e os 29 anos de idade.

Maluda nasceu na cidade de Pangim, perto de Goa, no Estado Português da Índia, em 25 de Novembro de 1934. Em 1948 foi viver para Lourenço Marques (a actual Maputo), presumivelmente a reboque dos pais, cidade onde começou a pintar e onde formou, com mais quatro pintores, um grupo que se intitulou “os Independentes”, que expôs colectivamente em 1961, 1962 e 1963. Em 1963 obteve uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian e viajou para Portugal, onde trabalhou com o mestre Roberto de Araújo em Lisboa. Entre 1964 e 1967 viveu em Paris, como bolseira da Gulbenkian. Aí trabalhou na Académie de la Grande Chaumière com os mestres Jean Aujame e Michel Rodde. Foi nessa altura que se interessou pelo retrato e por composições que fazem a síntese da paisagem urbana, com uma paleta de cores muito característica e uma utilização brilhante da luz, que conferem às suas obras uma identidade muito própria e inconfundível.

Em 1969 realizou a sua primeira exposição individual na galeria do Diário de Notícias, em Lisboa. Em 1973 realizou uma exposição individual na Fundação Gulbenkian, que obteve grande sucesso, registando cerca de 15.000 visitantes e que lhe deu grande notoriedade em Portugal a partir de então. Entre 1976 e 1978 foi novamente bolseira da Fundação Gulbenkian, estudando em Londres e na Suíça. A partir de 1978 dedicou-se também à temática das janelas (ver exemplo em cima), procurando utilizá-las como metáfora da composição público-privado. Em 1979 recebeu o “Prémio de Pintura” da Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa. Nesse ano realizou ainda uma exposição na Fundação Gulbenkian em Paris.

A partir de 1985, Maluda foi convidada para fazer várias séries de selos para os Correios de Portugal (CTT). Dois selos da sua autoria ganharam, em duas ocasiões na World Government Stamp Printers Conference, em Washington, em 1987 e em Périgueux (França), em 1989, o prémio para o melhor selo do mundo.

Em 1994 recebeu o prestigiado “Prémio Bordalo Pinheiro”, atribuído pela Casa da Imprensa. No âmbito da “Lisboa Capital da Cultura”, realizou uma exposição individual no Centro Cultural de Belém em Lisboa.

Já doente com um cancro no pâncreas, em 13 de outubro de 1998, o então Presidente da República português, Jorge Sampaio, deu-lhe uma condecoração, ao mesmo tempo que realizou a sua última exposição individual, “Os selos de Maluda”, patrocinada pelos CTT.

Morreu em Lisboa no dia 10 de fevereiro de 1999, com 64 anos de idade.  Está sepultada no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa. No seu testamento, a artista instituiu o “Prémio Maluda” que, durante alguns anos, foi atribuído pela Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Em 2009 foi publicado um livro, assinalando o décimo aniversário da sua morte, reunindo a quase totalidade da sua vasta obra e que contou com o patrocínio do Presidente da República portuguesa. No mesmo ano, a Assembleia da República, em Lisboa, homenageou-a com uma exposição retrospectiva.

No que concerne o conjunto da sua obra, embora experimentando vários géneros, incluindo retratos, serigrafias, tapeçarias, cartazes, painéis murais, ilustrações e selos de correio, o cerne principal da pintura de Maluda está muito voltado para a síntese da paisagem urbana, no que a sua arte, segundo Pamplona, segue, conceptualmente, o artista impressionista Paul Cézanne (1839-1906). Ou, como escreveu Fernando Pernes, a sua arte representa «um sistemático decantamento da experiência cézanneana».

Os quadros que pintava eram baseados principalmente nas cidades, nomeadamente na pintura de paisagens urbanas, janelas e vários outros elementos arquitectónicos. A notoriedade das suas obras pictóricas aparentemente mais simples (algumas utilizadas em selos oficiais por encomenda dos Correios portugueses), ao mesmo tempo que a promovia a uma das mais populares pintoras portuguesas das últimas décadas do século XX artístico português, também teve o efeito negativo de encobrir uma vasta obra de criação gráfica mais complexa. Na sua carreira, Maluda efetuou 24 exposições individuais e está representada em vários museus, entre os quais o Museu da Fundação Calouste Gulbenkian e o Centro Cultural de Belém mas também em várias colecções particulares em Portugal e noutros países.

 

14/06/2019

A BIBLIOTECA MUNICIPAL DE QUELIMANE, ANOS 60

Imagens dos arquivos da Fundação Calouste Gulbenkian, retocadas.

 

O edifício da Biblioteca.

 

Interior.

24/05/2019

VELHOS COLONOS NA BAIXA DE LOURENÇO MARQUES, 1963

Imagens retocadas, a partir de um original, colhido por Ricardo Rangel.

 

Na esquina das Avenidas da República e Dom Luiz, na Baixa de Lourenço Marques, 1963. À esquerda, um ardina a vender uma edição do Notícias. À frente dos dois homens, do outro lado da rua, podem-se ver o stand da Rifa Anual da Associação dos Velhos Colonos, a sede do Banco Standard e parte dos edifícios da Casa Coimbra e ao fundo a futura sede do Banco Nacional Ultramarino, então em acabamentos.

 

Detalhe da mesma imagem. Ao centro, um polícia sinaleiro, comum na Cidade até aos anos 70 e que controlavam o trânsito nas horas de ponta, que naquela altura duravam cerca de cinco a dez minutos.

 

 

19/05/2019

“PÁGINAS INDÍGENAS” DO SUPLEMENTO DO NOTÍCIAS DE LOURENÇO MARQUES, 1933 E 1934

Imagens retocadas.

É uma curiosidade interessante: nos cerca de ano e meio em que foi publicada, entre 1933 e 1934, a revista ilustrada do Notícias de Lourenço Marques, que assinalava principalmente os eventos da sociedade lourenço-marquina, achou por bem publicar, nalgumas edições, uma “página indígena”, colocando as imagens que se podem ver em baixo.

Sendo o editor do suplemento (acredito) contra o regime que Salazar consolidava a partir de Lisboa, a revista foi descontinuada em 1934, quando foi mais uma vez estabelecida a censura em territórios portugueses.

O Ilustrado de LM, Nº4, 15 de Maio de 1933, p.67.

 

O Ilustrado de LM, Nº5, 1 de Junho de 1933, p.95.

 

O Ilustrado, Nº6, 15 de Junho de 1933, p.108.

 

O Ilustrado de LM, Nº10, 15 de Agosto de 1933, p.192.

 

O Ilustrado de LM, Nº18, 1 de Janeiro de 1934, p.441.

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