THE DELAGOA BAY WORLD

05/05/2020

CHÁVENA DE CAFÉ DA MERCEARIA LEMOS EM LOURENÇO MARQUES

Imagem retocada.

Hoje, o J Mário, no pequeno blogue Chávenas e Companhias publicou esta imagem de uma chávena de café pelos vistos oferecida pela Mercearia Lemos na Baixa de Lourenço Marques (Rua Dr. Salazar, Nº49. Acho que era depois a Rua da Mesquita na Baixa). O Fernando Simões diz-me que ficava mesmo em frente à Mesquita Velha da Baixa.

Quando eu crescia em Lourenço Marques nos anos 60 (nasci em 1960) a maior parte dos citadinos, brancos e pretos, fazia as suas compras em bancas nos mercados e nos bazares, nos talhos e nas peixarias – e em mercearias, em que ainda se atendia as pessoas individualmente, em bancas de madeira. Quase não havia nada congelado nem comidas preparadas, quase tudo era comidas secas ou fresca, desde bacalhau e farinha até alfaces e latas de azeite. Mas vendiam muito mais: cigarros Havana ao cigarro (com uma pinga de cachaça, para quem quisesse), petróleo para os candeeiros e os fogareiros, todo o tipo de especiarias, berlindes (eu era cliente frequente dos berlindes), choingas, etc etc etc.  Mas no final dos anos 60 alguns empresários começaram a tentar imitar o que se passava no resto do mundo e começaram a aparecer na Cidade primeiro os mini-mercados, depois o supermercado Montegiro na Av. António Ennes e pouco depois o primeiro centro Comercial, o Man Kay. Até 1975 todos concorriam alegremente e todos pareciam aguentar-se. Eu gostava particularmente do Bazar na Baixa, do Mercado do Xipamanine, e aquelas lojas indianas todas ao lado umas das outras na Baixa entre o Bazar e as Fábricas Reunidas.

 

Chávena oferecida aos Clientes pela Mercearia Lemos em Lourenço Marques.

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