THE DELAGOA BAY WORLD

15/03/2019

A ESTÁTUA EQUESTRE DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 40

Imagem retocada.

 

A estátua equestre evocativa de Mouzinho de Albuquerque na então praça com o mesmo nome, em frente à futura Câmara Municipal de Lourenço Marques, durante uma cerimónia em que, para um maior efeito visual, todas as restantes luzes foram apagadas, ficando iluminados apenas o monumento e o conjunto de padrões improvisados.

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21/09/2018

A PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, 1961

 

A Praça Mouzinho de Albuquerque, 1961. À direita, Prédio do Montepio (ou da TAP).

19/03/2018

A PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, 1970

Imagem de Alfredo Ginja, retocada.

 

A Praça Mouzinho de Albuquerque, cerca de 1970.

22/01/2018

O MONUMENTO A MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1940

A implantação de uma praça em frente à então futura sede da Câmara Municipal de Lourenço Marques, incluiu a ideia da colocação ali de uma estátua evocativa de Mouzinho de Albuquerque, o enigmático e previamente obscuro major que em 1895 galvanizou o então pequeno Reino de Portugal ao prender o Régulo Gungunhana e assim eliminar o perigo da fragmentação (pelo Reino Unido e o Império da Alemanha) da nascente colónia que se veio a transformar no que hoje é Moçambique.

 

O monumento a Mouzinho, na Praça com o mesmo nome, em Lourenço Marques, anos 40.

Já em 1916 foi constituída uma comissão para se fazer uma estátua, que pelos vistos fez pouco ou nada durante quase vinte anos. Em 1928, só havia conseguido um terço dos fundos necessários para encomendar uma estátua e o resto dos fundos foi conseguido por uma doação de 45o contos do governo provincial em 1935.

O concurso da obra é ganho pelo projecto “África”, do arquitecto António do Couto e o escultor José Simões de Almeida (sobrinho).

Em 1936, realizou-se a cerimónia do lançamento da Primeira Pedra do monumento, que só viria a ser inaugurado com pompa no dia 28 de Dezembro de 1940, um Domingo e no dia do 45º aniversário da captura de Gungunhana por Mouzinho, em Chaimite.

Cito Gerheij: “A importância investida na Praça Mouzinho, a única praça que recebe a qualificação de “monumental”, é confirmada pela construção dos novos Paços do Concelho, prevista nela desde finais dos anos 20. Em 1931 decide-se levantar também aí a nova Catedral. Só a partir de 1935 os vários projectos vão ser implementados, devido,
porventura, à crise e à reestruturação administrativa das possessões ultramarinas destes anos. O Governo colonial completa o fundo para o monumento, enquanto a Câmara Municipal autoriza as obras da Catedral, concretizadas, com largo apoio estatal, em 1936-1944. O concurso camarário para os Paços do Concelho, em 1937-1939, é ganho pelo projecto de Carlos Santos, arquitecto português que vivera desde 1917 em São Paulo. O edifício é construído em 1940-1947. A praça é urbanizada em 1940, ano da inauguração do monumento, no âmbito do programa das comemorações centenárias deste ano. A Avenida Aguiar [mais tarde Avenida D. Luis e hoje Avenida Marechal Samora Machel] já fora prolongada e rectificada, passando a ligar directamente esta praça com a 7 de Março. Desta forma, monumento e palácio municipal rematavam uma avenida espaçosa que iniciava no Monumento a António Enes, criando um novo espaço público de referência do imaginário urbano que centralizava as sedes administrativa e religiosa à volta da figura equestre.”

Pouco antes da declaração formal da Independência de Moçambique, em Junho de 1975, o monumento foi demolido e a estátua equestre bem como os painéis laterais, foram colocados no núcleo museológico construído no local da antiga Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, na Praça 7 de Março, onde ainda se encontra.

Durante o segundo mandato de Armando Guebuza, terceiro presidente de Moçambique após a Independência, no espaço previamente ocupado pelo monumento, foi colocada uma estátua em homenagem ao primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel. A praça passou a designar-se Praça da Independência. Sendo que a declaração formal da independência foi declarada no antigo Estádio Salazar, na Machava, que até esta data nunca foi alvo de qualquer atenção quanto à solenidade do acto histórico ali ocorrido na noite de 24 para 25 de Junho de 1975.

Para mais detalhes, ver esta preciosidade do grande blogue com o nome errado, bem como o trabalho de Gerbert Verheij, a partir da página 34.

17/04/2014

A ESTÁTUA DE MOUZINHO EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 70

 

 

O monumento em honra do militar português Mouzinho de Albuquerque, na praça com o mesmo nome, em Lourenço Marques, anos 70. No mesmo lugar, foi colocada recentemente uma estátua evocativa de Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique. A estátua de Mouzinho está em exposição no átrio do Núcleo Museológico da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição em Maputo.

O monumento em honra do militar português Mouzinho de Albuquerque, na praça com o mesmo nome, em Lourenço Marques, anos 70. No mesmo lugar, foi colocada recentemente uma estátua evocativa de Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique. A estátua de Mouzinho está em exposição no átrio do Núcleo Museológico da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição em Maputo. Atrás, pode.se ver a fachada frontal da Câmara Municipal de Lourenço Marques.

02/06/2013

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, 1901

Filed under: Mouzinho de Albuquerque, Mouzinho de Albuquerque — ABM @ 19:05
A última fotografia de Mouzinho de Albuquerque, 1901.

A última fotografia de Mouzinho de Albuquerque, 1901, que restaurei e coloquei umas cores para efeito. Ele falecerá em circunstâncias misteriosas a 8 de Janeiro de 1902. A prisão de Gungunhana e, não menos importante, a sua acção crucial no terreno enquanto o segundo Comissário Régio de Moçambique tornam-no uma figura incontornável da história de Moçambique. Um monárquico convicto, mas brusco, inconstante e irreverente, desprezava sem fim os políticos portugueses da sua época. Para os seus contemporâneos, foi um herói muito inconveniente. O seu famoso prisioneiro ainda viveria em Angra por mais cinco anos após a sua morte.

28/05/2012

A PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1960

 

 

Mais uma fotografia da Praça Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, hoje Praça da Independência. Em baixo à direta vê-se o telhado do Hotel Club.

13/05/2012

A CALÇADA PORTUGUESA NA PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, ANOS 1960

Um dos passeios da Praça Mouzinho de Albuquerque, anos 1960, ilustrando a chamada calçada portuguesa. Foto restaurada, não sei a proveniência.

08/05/2012

PAINEL NA ESTÁTUA DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 1970

Fotografia da Colecção de Jorge Henriques Borges.

O painel pode ser visto estes dias numa parede da chamada Fortaleza de Maputo. Assinala a prisão do Régulo Gungunhana por Mouzinho e os seus correligionários, no dia 28 de Dezembro de 1895. Nota do Paulo Pires Teixeira: “Alto relevo da autoria de Leopoldo de Almeida. Este escultor é também autor dos baixos relevos da via sacra da Sé Catedral”.

19/04/2012

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, FIM DO SÉC XIX

Filed under: Mouzinho de Albuquerque — ABM @ 08:41

Mouzinho de Albuquerque.

MOUZINHO E A CAMPANHA DOS NAMARRAIS, 1907

Filed under: Mouzinho e Namarrais 1907 — ABM @ 07:45

Ao contrário das campanhas em Gaza, Mouzinho de Albuquerque ia fracassando contra os Namarrais. O terreno, o inimigo, as tácticas e os equipamentos utilizados quase nada tinham que ver com o que sucedera em Gaza. De qualquer maneira foi o princípio do fim da “rebelião” – e Mouzinho não tolerava rebeliões, fosse onde fosse. Pouco depois, rebelde e farto de aturar a burrocratice do Terreiro do Paço em Lisboa, Mouzinho demite-se do cargo de Comissário Régio e volta para Portugal onde, ao contrário do que sucedera meses antes, foi recebido fria e nervosamente. Sem nem os monárquicos nem a máfia republicana saberem o que fazer com ele, foi nomeado pelo rei preceptor do Príncipe Real, cargo que desempenhou com formalismo e um desencanto mal escondido. Quatro anos depois morre numa rua em Benfica com dois tiros na cabeça, um suicídio (houve alguma especulação que não fosse). Em menos que vinte anos, a autoridade central dos portugueses no território moçambicano deixava de ser desafiada abertamente. Maria José, a sua viúva, viveu até aos anos 1950.

A vida de Mouzinho, que nada era antes de prender Gungunhana, e nada foi após 1898, brilhou apenas nos três anos que esteve em Moçambique, onde hoje é essencialmente desconhecido e indevidamente apreciado mercê das suas credenciais “coloniais”.

Mas, com o incontornáveis “Libertadores” da Frelimo, provavelmente ele, Andrade Corvo, António Ennes e o Marquês de Soveral foram as figuras mais importantes na criação do Moçambique moderno. Por isso merece ser recordado aqui. Incluindo a mazela de Namarrais.

Mouzinho de Albuquerque, ao centro, com os camaradas de armas, durante Namarrais.

 

A mesma foto, mais abrangente.

 

A 1ª Companhia do Regimento 4 da Cavalaria em Namarrais. Mouzinho inovou com a introdução do cavalo no combate em Moçambique, mas no cômputo geral, exceptuando nalguns casos em Gaza, o cavalo foi um barrete: os cavalos eram caros, difíceis de manter, de má qualidade e morriam que nem tordos. Mas a alternativa na altura era andar a pé. De caracol.

16/04/2012

O REGRESSO DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE A LISBOA APÓS CHAIMITE, 1897

Um aspecto do dia da chegada de Mouzinho de Albuquerque a Lisboa, 3ª feira, 14 de Dezembro de 1897. Na imagem, que colori para dar mais um ar da sua graça, a galeota real, um raro privilégio, é rebocada (com os ministros da Guerra e da Marinha) para junto do Peninsular, que trouxe o então já Comissário Régio e a sua mulher desde a Cidade do Cabo até à capital portuguesa. No cais, aguardava uma enorme multidão, incluindo toda a família real portuguesa. Para saber mais, leia o excerto do excelente texto de António Mascarenhas Galvão em baixo, a seguir às restantes fotografias.

Após os eventos de Chaimite, em que António Ennes já estava de regresso a Portugal (ele terá sabido da prisão de Gungunhana durante a viagem, por telégrafo) Mouzinho permanece em Moçambique, tendo sido nomeado Comissário Régio (na História de Moçambique, só houve dois, ele e Ennes). Mouzinho só vai a Lisboa no final de 1897. Pouco tempo volvido, demitiu-se, num dos habituais braços de força entre Lisboa e as periferias.

Mouzinho com a sua mulher Maria José Gaivão no Peninsular.

Mais uma imagem do reboque da galeota real até ao Peninsular. Reparem na multidão apinhada no Cais do Arsenal, uma espécie de "Sala VIP" para quem vinha de barco.

Ainda uma imagem da galeota real. Acreditem ou não, as fotos estão no espólio da Fundação Calouste Gulbenkian e foram aturadamente restauradas por mim.

Um excerto da interessantíssima obra de António Mascarenhas Gaivão "Mouzinho de Albuquerque" (Lisboa: Oficina do Livro, 2008), cuja leitura recomendo. O António descende da família da mulher de Mouzinho e o seu cunhado João foi um importante membro da sua equipa durante a sua curta mas crucial governação de Moçambique, até 1898. Para os Maputógrafos sem nada que fazer um sábado à tarde, se forem ver a "pedra fundamental" na fachada do antigo Hotel Clube, que agora é o Centro Cultural Franco-Moçambicano, creio que o João Mascarenhas Gaivão que está lá mencionado e que o inaugurou, era o bisavô dele.

A segunda das três imagens do excerto sobre a chegada de Mouzinho a Lisboa.

A 3ª imagem do excerto. A nota 20 em baixo faz referência ao livro "Ecos do Centenário de Mouzinho" (Lisboa: Comissão Nacional para a Comemoração do Centenário de Mouzinho, 1958, página 31).

13/04/2012

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE E OS RAPAZES, FINAL DO SÉC. XIX

Filed under: Mouzinho de Albuquerque, PESSOAS — ABM @ 00:03

Mouzinho de Albuquerque.

 

Mouzinho com os rapazes.

28/03/2012

A PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, A MAXAQUENE E A POLANA, ANOS 1960

Vista da Praça Mouzinho de Albuquerque e, mais atrás, a Maxaquene e a Polana, anos 1960

22/03/2012

A ESTÁTUA EM HONRA DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE

Em Portugal, os ministros das Colónias e da Educação Nacional, com outras individualidades, visitando a estátua equestre de Mouzinho de Albuquerque, obra do escultor Simões de Almeida.

 

Em Lourenço Marques e montada num pedestal, a estátua equestre adornou a Praça com o nome de Mouzinho, entre os anos 1930 e 1975.

 

Em Maputo, desde 1975, na Fortaleza na baixa e já sem pedestal, a estátua é uma atracção turística. Mouzinho de Albuquerque, que foi uma força viva duma fase crucial do processo colonial em Moçambique, tendo sido quem prendeu o régulo Nguni Gungunhana, suicidou-se em 8 de Janeiro de 1902, aos 46 anos de idade.

27/02/2012

O MONUMENTO A MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES.

A primeira fotografia foi gentilmente disponibilizada pelo Paulo Pires Teixeira. A segunda fotografia, adaptada (era uma foto de uma foto) foi tirada pelo fotógrafo Ricardo Rangel em 1975.

A figura da Colónia de Moçambique na parte da frente da estátua equestre de Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques. Diz na Memória do estatuário Simões de Almeida (sobrinho), autor da escultura, e António do Couto, autor do projecto (todo o seu conjunto)«A alegoria simboliza a Homenagem da Colónia de Moçambique ao Heroi, representada por uma figura feminina, de atitude austera, afagando um pequeno indígena. Esta protecção ao nativo, concretizada no grupo, julgamos ser o preito que mais correspondia ao pensamento de Mouzinho». Simões de Almeida era natural de Figueiró dos Vinhos e é também autor da estátua de Mouzinho, das figuras religiosas na Sé Catedral de LM (Maputo) e ainda das esculturas laterais que encimavam a escadaria principal de acesso ao edifício dos Paços do Concelho de Lourenço Marques. Dada a natureza desta imagem do pretinho infantil a ser educado pela omnisciente mãe branca, Samora deve ter mandado fazer latas de conserva com esta. Confesso que, enquanto lá vivi, nunca reparei nesta segunda estátua.

Ricardo Rangel tirou esta fotografia durante o desmantelamento do monumento no primeiro semestre de 1975. No seu lugar, em 2011, foi instalada uma igualmente paradigmática estátua, agora em homenagem a Samora Machel. Desta vez, sem cavalo e à estilo "querido líder".

23/02/2012

A DEMOLIÇÃO DO MONUMENTO EM HONRA DE MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, 1975

Filed under: LM Monumento Mouzinho Albuquerque, LUGARES — ABM @ 20:13

Fotografia de José Teixeira, restaurada.

 

A demolição do monumento em honra de Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, 1975.

 

Mais um aspecto da demolição do monumento.

18/12/2011

A CATEDRAL DE LOURENÇO MARQUES E PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, 1960’S

Foto gentilmente enviada pela Constança Vidigal, restaurada.

Esta fotografia fazia parte de um cartão de Natal da empresa Distribuidora.

Para ver a fotografia do tamanho do ecrã do seu computador, prima na imagem duas vezes com o rato do seu computador.

 

Vista da Praça Mouzinho de Albuquerque em Lourenço Marques, anos 1960.

30/06/2011

A PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE EM LOURENÇO MARQUES, ANOS 60

A Praça Mousinho de Albuquerque, anos 60. Consta-me que quando começaram as hostilidades, mandou-se colocar no passeio aquela frase "Aqui é Portugal". A Praça, que hoje se designa da Independência, já não tem a estátua equestre de Mouzinho de Albuquerque e parece que vai ser alvo de uma profunda alteração, mais condicente com a actual conotação.

26/12/2010

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, 1897

Filed under: HISTÓRIA, Mouzinho de Albuquerque — ABM @ 16:54

O Comissário Régio Mouzinho de Albuquerque e a sua comitiva, em Lourenço Marques, 1897.

24/12/2010

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE, 1901

A ÚLTIMA FOTOGRAFIA DE MOUZINHO, 1901

12/12/2010

MOUZINHO DE ALBUQUERQUE – DADOS

Filed under: HISTÓRIA, Mouzinho de Albuquerque — ABM @ 18:14

A estátua de Mouzinho, da autoria de Simões de Almeida (sobrinho), em exposição em Lisboa antes de ser transportada para Lourenço Marques. Ilustração Portuguesa, n.º 313 de 111939. A estátua foi inaugurada em LM a 29121940. Fonte: Paulo Pires Teixeira, fb 12.10.2010.

A estátua, no seu pouso actual, no átrio da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição em Maputo.

Um dos murais ilustrando uma carga da cavalaria, uma inovação bélica de Mouzinho, que decoravam o pedestal onde outrora estava a estátua equestre de Mouzinho de Albuquerque, hoje no interior da Fortaleza de NS da Conceição em Maputo.

10/12/2018

A NUMISMÁTICA DE MOÇAMBIQUE: APONTAMENTOS DE NUNO COUTO

 

Nota de Cinquenta Escudos com a imagem de Eduardo Costa. Sobre esta nota, Nuno Couto escreveu: ” Emissão “Heróis da Ocupação”. Com a estabilização do sistema monetário iniciou-se em 1950 a substituição da emissão António Enes por uma emissão com notas que homenageavam diferentes figuras relacionadas com a ocupação do território de Moçambique, à semelhança das emissões angolanas. Esta série que homenageou ficou assim conhecida como Emissão “Heróis da Ocupação”. As notas foram produzidas nas britânicas Thomas de La Rue & Co Ltd e pela Bradbury, Wilkinson & Co Ltd. De estrutura gráfica semelhante foram emitidos os valores de 50, 100, 500 e 1000 escudos. As figuras representadas foram: Eduardo Costa (50$), Aires de Ornelas (100$),
Caldas Xavier (500$) e Mouzinho de Albuquerque (1000$). As notas de 50$ produzidas na Thomas de la Rue & Co Ltd, apresentavam a efígie de Eduardo Costa, major do exército português que se destacou em várias campanhas no século XIX em Moçambique, colocada em moldura oval à direita. Legendas e moldura impressos em roxo. Numeração a vermelho. No verso impresso em verde, apresentava no centro a entrada do Forte de São Sebastião na Ilha de Moçambique, indicação do valor (“50”) em vermelho à esquerda. Posteriormente, ocorreu uma segunda emissão deste valor com pequenas alterações: a assinatura do “Vice-Presidente do Conselho de Administrativo” foi substituída pela d’”O Governador”; o decreto passou a ser o decreto 39 221; surgia uma marca de água à esquerda com o Brasão da Colónia; no verso selo BNU sobre o valor à esquerda, numeração antecedida pela letra “B”. Esta segunda chapa foi emitida a partir de 1958 com a data de 24 de Julho de 1959.”

 

Para ler o interessante trabalho de Nuno Couto sobre as notas e as moedas de Moçambique pré-independência, no sítio Numismatas, e aprender umas coisas e esclarecer outras (o seu estudo tem 105 páginas), ver AQUI.

08/12/2018

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO E LOURENÇO MARQUES

Não estou dentro dos mistérios associados a todos os dogmas e raciocínios da Igreja Católica e Apostólica Romana, especialmente no que concerne as suas figuras veneradas, como é o caso de Nossa Senhora da Conceição.

Mas, indubitavelmente, há uma relação especial entre esta figura da Igreja Católica e Portugal.

E com Lourenço Marques, desde o momento da sua fundação, no final do Século XVIII.

Lá iremos.

Segundo a Bíblia, Maria, também chamada Nossa Senhora da Conceição, era a Mãe de Jesus Cristo e mulher de José, um carpinteiro. O termo “conceição” deriva dela ter concebido aquele que, segundo a crença cristã, era filho de Deus.

Como tal, Maria, apesar de ser mulher, Nossa Senhora da Conceição, sempre ocupou um lugar de algum destaque na narrativa cristã, eventualmente tornada na única religião permitida no império romano pelo imperador romano Constantino (reinou entre 306 e 327), e que o sobreviveu, até hoje.

Entretanto passaram 1500 anos.

Diz a conhecida astrologista e intérpetre de Tarot Maria Helena no seu blog que “a celebração de Nossa Senhora da Conceição honra a conceção de Maria, que foi concebida sem haver pecado. A palavra “imaculada” deriva do latim “sem mácula” ou seja, sem mancha. No dia 8 de Dezembro de 1854, o Papa Pio IX [papa entre 1846 e 1878, o mais longo mandato papal e um dos mais controversos na história do catolicismo] definiu e proclamou, através da bula “Ineffabilis Deus”, a concepção imaculada de Maria como um dogma religioso e desde então esta data é celebrada pela Igreja Católica e por todos os fiéis. O dia 8 de Dezembro antecede em nove meses a data da natividade de Maria, que é o dia 8 de Setembro, e por essa razão esta data ficou definida pela Igreja Católica como a data em que Maria foi concebida.

Em bom português, o relato bíblico original sugeria vagamente que Maria concebeu Jesus Cristo sem ter tido relações sexuais (o perpétuo “pecado” católico), contribuindo para o seu estatuto como filho de Deus. Pio IX proclamou-o como facto inquestionável.

Muito antes do pronúncio de Pio IX, no entanto, já um monarca português, João IV,  tomara uma posição semelhante em relação a esta figura do catolicismo e fizera algo relativamente insólito. D. João IV era o  Bragança que se chegou à frente em 1640 para se tornar o monarca de Portugal, quando alguns portugueses se revoltaram, com sucesso, contra a Dinastia espanhola dos Felipes, detentora da coroa de Portugal desde 1580. Carminda Neves assim o relata:

Por proposta sua, durante as Cortes reunidas em Lisboa desde 28 de Dezembro de 1645 até 16 de Março de 1646, afirmando o soberano «que a Virgem Maria foi concebida sem pecado original» e comprometendo-se a doar em seu nome, em nome de seu filho e dos seus sucessores à Santa Casa da Conceição, em Vila Viçosa, «cinquenta cruzados de oiro em cada ano», como sinal de tributo e vassalagem, a dar continuidade à devoção de D. Afonso Henriques, que tomara a Senhora por advogada pessoal e de seus sucessores. O acto da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, efectuado com a maior solenidade pelo monarca a 25 de Março desse ano (1646), alargou-se a todo o País, com o povo, à noite, a entoar cânticos de júbilo pelas ruas, para celebrar a Conceição imaculada da Virgem, ou, mais precisamente, a Maternidade Divina de Maria. Assim se tornou Nossa Senhora a verdadeira Soberana de Portugal, não voltando por isso, desde aí, nenhum dos nossos reis a ostentar a coroa, direito que passou a pertencer apenas à Excelsa Rainha, Mãe de Deus. Em 1648 D. João IV manda cunhar moedas de ouro e de prata, tendo numa das faces a imagem da Imaculada Conceição com a legenda Tutelaris Regni – Padroeira do Reino. Em 1654 ordena que sejam postas em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares do reino pedras lavradas com uma inscrição alusiva à Imaculada Conceição (lápides essas ainda hoje existentes em certos locais). Outros reis seus sucessores continuaram a tradição deste culto de homenagem a Nossa Senhora, caso de D. João V, em 1717, que recomenda a todas as igrejas a celebração anual com pompa e solenidade da Festa da Imaculada Conceição, enquanto D. João VI emite um decreto criando a Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e a Cabeça da Ordem (lugar principal) na Sua Real Capela.

Ainda hoje, o dia 8 de Dezembro é um feriado nacional em Portugal e, se me recordo, era também o Dia da Mãe na minha infância.

Acontece que, no início do Século XVI, estando os portugueses na posse de uma minúscula língua de terra que era a ilha de Moçambique, situada estrategicamente na costa oriental africana e na rota para o Oriente, que trouxe à Europa uma mudança civilizacional, ali edificaram gradualmente uma gigantesca fortaleza, cujo padroeiro católico é São Sebastião, evocado nas sete setas cruzadas que adornaram a bandeira provincial durante boa parte do Século XX.

No último quarto do Século XVIII (1782, se me recordo) os poderes lusos de então decidiram criar uma pequena guarnição permanente, estacionada numa imunda e insalubre língua de terra na margem Norte da então Baía do Espírito Santo, num local que não tinha nome conhecido e a que chamavam “Lourenço Marques”. Eufemisticamente, deram à pequena fortificação de lama, pedras e caniço ali erguida a designação de Presídio ou Fortaleza de …. Nossa Senhora da Conceição.

Que, por essa via, se iria tornar na Padroeira da futura cidade.

O Núcleo Museológico da Cidade de Lourenço Marques, construído nos anos 40 a partir das ruínas da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, década de 1960. O projecto do Núcleo Museológico foi da autoria de Pancho Guedes. As principais diferenças entre o que se vê e como era são que 1) a versão anterior era um pardieiro improvisado com materiais de terceira qualidade, 2) a inexistência de uma muralha a Sul (o que existia antes é a linha mais clara que se ê na base dessa muralha) e 3) o mar batia nesta parte Sul.

A cidade, sempre ténue, insegura e frágil, ainda levaria mais que cem anos a surgir e mesmo aí só após se manifestar o braço colonial britânico a Sul e os Boers a Oeste, e depois de descobertas as jazigas de diamantes e ouro naquela região e se compreendeu que, no contexto das comunicações de então (barco e caminho de ferro) um porto e uma linha de caminho de ferro a partir dali para o interior seriam investimentos estratégicos.

Lourenço Marques como era fora do núcleo original que é hoje a sua Baixa.

Em 1879, num acto de algum arrojo se se levar em conta a sua localização – no preciso local onde hoje está edificada a antiga sede do Rádio Clube de Moçambique, que na altura era ainda mato cerrado bem fora do perímetro urbano- os citadinos edificaram uma igreja, a primeira de Lourenço Marques, a que deram o nome de Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

A futura Igreja de Nossa Senhora da Conceição a ser construída em Lourenço Marques, cerca de 1880.

A igreja foi inaugurada em 1881.

Ali ao lado, num ponto estratégico de visibilidade, construíram os britânicos o seu consulado, que dobrava como residência consular.

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, de costas para o futuro Jardim Vasco da Gama. Ao fundo, o Consulado Britânico, que hoje é a sua embaixada em Maputo.

A então Avenida Dom Manuel, em Lourenço Marques, década de 1890, com a igreja original ao fundo. Onde se encontram os bungallows improvisados, seriam construídos a futura Sé Catedral, a Câmara Municipal e a Praça Mouzinho (hoje Praça Samora). Litografia pintada por mim.

Pouca gente hoje sabe que ao Alto-Maé correspondeu uma Freguesia cujo nome formal era …. Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Alto-Maé.

O estilo desta primeira igreja tem zero a ver com o que quer que seja que se fizesse em Portugal em termos da sua arquitectura. Olhando para as imagens, parecia ser uma igreja episcopal inglesa. Mas ali foram baptizadas, casadas e feitos elogios fúnebres, a gerações de habitantes da Cidade.

O Altar da velha Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Lourenço Marques em 1919, com a estátua representando Nossa Senhora da Conceição Imaculada. Uma rara foto a preto e branco tirada por Louis Hily e colorida por mim. O original desta foto é hoje propriedade do meu caro Paulo Azevedo.

Com o crescimento da Cidade, na segunda década do Século XX, as pessoas começaram a achar que a sua igreja era pequena demais para o número de crentes que a frequentavam. Mas salvo uns bravos mais dedicados, ninguém sonhava em fazer outra – certamente nada da escala e envergadura da que veio a ser inaugurada com enorme pompa e circunstância em Agosto de 1944.

Para uma Lourenço Marques cosmopolita, aberta ao Mundo, eminentemente urbana, relativamente sofisticada ainda que colonial, com igrejas de várias denominações, gentes oriundas de quase todo o mundo, casinos e casas de prostituição legais, uma forte dose laica e com o maior templo maçónico de todo o espaço português, a edificação de uma nova igreja de grande dimensão não era assunto leve.

A história a partir daí é magistralmente contada numa interessantíssima, magnífica e eminentemente legível tese académica (212 páginas, com dezenas de fotos no fim) de Ana Furtado, defendida em 2017 e publicada recentemente. Que choca e delicia pela erudição e abrangência dos assuntos ali abordados.

Segundo a Ana, e resumindo as coisas, a construção da actual Catedral deve-se a todo um contexto de então e, localmente, principalmente a 4 pessoas.

O contexto? António de Oliveira Salazar, um nacionalista convicto e um católico relativamente ferrenho, toma o poder em 1928 e, com uma ajudinha do seu amigo o Padre Cerejeira, na altura nomeado Cardeal em Lisboa, principia a construir o Estado Novo, com uma forte componente religiosa, que ele considerava parte da “fibra da Nação”. Essa obra incluiu a assinatura de vários acordos com a Santa Sé e um investimento considerável nos esforços de implantação e reforço das instituições católicas em todos os territórios que na altura integravam Portugal. Simultaneamente, desencadeia um conjunto de acções com vista a reforçar um sentido de objectivo à sociedade portuguesa, baseada no passado histórico, que se procurou glorificar até ao ponto da exaustão.

É neste contexto que a ideia de se fazer uma nova igreja em Lourenço Marques evolui, com uma crescente atenção e eventualmente, quase apropriação por parte do Estado, para os seus desígnios de glorificação nacional.

As quatro pessoas:

  1. o missionário franciscano e Prelado, D. Rafael da Assunção, que para além de puxar por este projecto, foi a força por detrás da construção das igrejas da Missão Franciscana da Beira, de Homoíne e de São José de Lhanguene.
  2. o Arquitecto António Couto Abreu, que desenhou um projecto de uma igreja (assinado a 20 de Setembro de 1922), considerado algo faraónico e inviável, pois não havia dinheiro e quase tudo que ele previa tinha que ser importado (nota: houve um projecto anterior por Tito Fernandes, mas esse foi logo às urtigas);
  3. o Engº Marcial Freitas e Costa, nos CFM desde 1922, que apresentou o projecto que foi executado, em linhas modernas, simples – e em cimento armado. E que depois foi a sua alma, executando-o.
  4. o lendário Engº Francisco Pinto Teixeira dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que, depois de anos e anos de a Câmara Municipal levantar obstáculos ao projecto, ele, que então havia recentemente assumido a presidência da Câmara Municipal de Lourenço Marques, aprovou o projecto de Marcial (os dois conheciam-se muito bem dos CFM) três dias depois de ter sido submetido.

Marcial Freitas e Costa, o criador do projecto da Sé Catedral, no seu gabinete de trabalho nos Caminhos de Ferro em Lourenço Marques, década de 1930. Não recebeu um tusto do trabalho que fez para a sua edificação. Foto reproduzida da tese de Ana Furtado.

Finalmente, a primeira pedra da futura Sé Catedral é lançada e abençoada com pompa no dia 28 de Junho de 1936.

A construção foi sendo feita. Havia o desejo de a inaugurar em 1940 – ano em que o Regime comemoraria estrondosamente a Fundação, a Restauração, a Portugalidade, etc. Mas as obras atrasaram-se porque entretanto chega a II Guerra Mundial e as coisas complicam-se rapidamente. Havia ainda menos dinheiro e ainda faltava fazer muita coisa. Um exemplo que a Ana dá é o dos vitrais da futura igreja, que foram fabricados na Alemanha e que quando estavam encaixotados para serem enviados para Moçambique, foram apanhados num porto holandês justamente quando a Alemanha invadiu aquele país em 1940. Ao mais alto nível da diplomacia, andou-se às voltas com os alemães para encontrarem e entregarem os vitrais a Portugal, o que foi feito.

A futura Sé Catedral em construção, final da década de 1930. Foto do Edgar Marques.

A igreja foi inaugurada no dia 14 de Agosto de 1944, ainda decorria a guerra, mas já se prenunciava a derrota de Hitler e a hegemonia dos EUA e da União Soviética. Portugal manteve a neutralidade, um pouco colada com cuspo mas enfim. As cerimónias foram lideradas pelo Cardeal Cerejeira, que viajou de barco até Lourenço Marques, a primeira (e a única) vez que um cardeal português se deslocou a uma colónia. Por se ter divorciado uns tempos antes, Ana sugere que Marcial Freitas e Costa foi considerado persona non grata na cerimónia inaugural e por isso terá aproveitado uma viagem aos EUA pouco antes (para ver se arranjava ferro para os CFM) para de seguida tirar uma licença graciosa em Portugal, pelo que nesse dia não estava em Lourenço Marques. Outros tempos.

A Sé Catedral na actualidade. Mantém a traça original mas é preciso dinheiro para a sua manutenção.

 

A fachada frontal.

 

Os vitrais, originalmente feitos na Alemanha de Hitler e trazidos de barco para Lourenço Marques, maioritariamente pagos do bolso de Marcial Freitas e Costa. Foram “apanhados” em caixotes num porto da Holanda quando os exércitos de Hitler invadiram aquele país. Em baixo, uma estátua evocativa de Nossa Senhora da Conceição.

 

O enquadramento da Sé Catedral, anos 60, ao lado da Câmara Municipal e do monumento a Mouzinho de Albuquerque. Desde então, saiu Mouzinho e entrou Samora.

Em 1944, velha a Igreja de Nossa Senhora da Conceição foi desconsagrada (passando a sua consagração para a nova Sé Catedral, cujo nome formal ainda é Igreja de Nossa Senhora da Conceição) e a seguir foi demolida. No mesmo local, sete anos depois, foi inaugurado no local o Palácio da Rádio, a então nova sede do Rádio Clube de Moçambique.

O Palácio da Rádio, sede do Rádio Clube de Moçambique, década de 1960, implantado no mesmo local onde, mesmo em frente ao velho edifício que se vê à direita, estava a original Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Marcial Freitas e Costa faleceu precisamente quatro meses depois, em Lourenço Marques. O seu corpo foi posteriormente trasladado para um cemitério em Portugal.

Merece ser recordado neste dia 8 de Dezembro de 2018, 372 anos após a proclamação de D. João IV, 236 anos após a fundação do Presídio de Lourenço Marques, 164 anos após a proclamação do Papa Pio IX, 137 anos após a inauguração da primeira Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Lourenço Marques, e 74 anos após a inauguração da Sé Catedral e do seu desaparecimento físico.

 

20/11/2018

NO INTERIOR DO KIOSK LEVY EM LOURENÇO MARQUES, MARÇO DE 1900

Filed under: LM Kiosk Levy — ABM @ 00:30

Desenho publicado na revista britânica The Graphic, 24 de Março de 1900, como parte da cobertura jornalística britânica da Segunda Guerra Anglo-Boer, que teve início em Outubro de 1899. Em Março de 1900 os Boers tecnicamente ainda estavam a “vencer”, mas isso irá mudar rapidamente. Em Lourenço Marques a guerra era o principal foco da atenção dos que ali estavam. Na altura, existia na ponta Sul e Poente da Praça 7 de Março em Lourenço Marques (hoje 25 de Junho, na altura Praça Mouzinho de Albuquerque) um bar-café, a que se dava o nome de Kiosk, chamado Levy, cujo interior é retratado em baixo.

A imagem foi retocada e pintada por mim.

 

Interior do Kiosk Levy em Lourenço Marques, Março de 1900. Legenda original: “Lourenço Marques is a truly cosmopolitan town, and members of many nationalities are to be seen there. English, French, Germans, Portuguese, Arabs, Chinese, Japanese, Indians and Kaffirs all jostle each other at every corner. The English gather together at Levy’s Kiosque to discuss the progress of the war and to hear the latest news.” Tradução: “Lourenço Marques é verdadeiramente uma cidade cosmopolita, onde se podem encontrar pessoas de todas as nacionalidades. ingleses, franceses, portugueses, árabes, chineses, japoneses, indianos e africanos nativos cruzam-se em todas as esquinas. Os ingleses reúnem-se no Kiosk Levy para discutir o progresso da guerra e para saber das mais recentes novidades.”

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